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Estima-se que existam mais de 40.000 busólogos espalhados pelo mundo. No Brasil, são cerca de 10.000 e, no Ceará, por volta de mil deles. Vindos de lugares tão diferentes, uma coisa os une: o amor pelos ônibus.
Os busólogos passam parte de seus dias num abnegado trabalho de colecionar imagens, em busca das raridades e das inovações nos carros de transporte coletivo. Não é difícil vê-los com suas câmeras fotográficas nos terminais de Fortaleza, para o estranhamento de muitos passageiros, para quem os ônibus são somente mais um item no sofrido cardápio de mazelas diárias.
A comunidade de busólogos de Fortaleza se reúne num blog, chamado Fortalbus. Pela internet, eles trocam ideias, avisam seus achados, comentam a situação de transporte no Ceará. Mas, no dia 27 de novembro, o encontro foi em carne e osso. Por iniciativa do Centro Cultural do Transporte e apoio do Fortalbus, o Sest Senat Fortaleza recebeu quase trinta busólogos para um “Café com Ônibus”. Eles chegaram com suas miniaturas de ônibus – até de empresas que já não existem mais -, fotografias, desenhos e muita conversa sobre motores e carrocerias.
A manhã começou com uma visita ás exposições e ao acervo do Centro Cultural, onde se escondem milhões de informações capazes de encantar os apaixonados por ônibus. Depois, foi apresentado o documentário “Busólogos”, da cineasta Cristina Müller. Com 12 minutos, o filme é feito de depoimentos e experiências de busólogos de São Paulo. Para finalizar o encontro, sorteios de fotografias de ônibus e das publicações do Centro Cultural.
O professor Albuquerque, participante do Café se emocionou: “Sensacional! Inigualável! Precipuamente vital para sedimentar e documentar a história do transporte e principalmente do ônibus”. Agora, é esperar as novas histórias de ônibus que vão rodar pela internet... Afinal, como o Jardel definiu: “Mais que um estilo de vida, ser busólogo é ser... Ah! Não tem palavras!”.
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