Embora muita gente não saiba, já teve até uma princesa na história dos bondes cearenses. As mulheres apareceram no trabalho de transporte em Fortaleza desde 1870. Em meados do século 20, dezenas delas já dividiam com os homens os volantes, catracas, oficinas de ônibus, desenhando os caminhos do Ceará e marcando lugar no universo masculino dos ônibus, caminhões e táxis.
Em setembro de 2011, o Centro Cultural do Transporte do Ceará vasculhou seus documentos para encontrar as experiências de moças que há muito tempo deitaram por água abaixo o tabu de que mulher só serve para pilotar fogão. O trabalho resultou na publicação A Flor do Ônibus, com histórias e documentos sobre elas, distribuída gratuitamente para os visitantes do Centro Cultural e para as instituições de Fortaleza.

imprimir
enviar por email